“Desenha-me um carneiro?”

 

Exposição O Pequeno Príncipe na Oca, Ibirapuera

Baseada na obra de Antoine de Saint-Exupéry, O pequeno príncipe

Um garotinho de cabelos louros como o trigo, vindo do asteroide B 612, que pede para um aviador perdido no deserto desenhar-lhe um carneiro e que ama uma rosa muito orgulhosa. Esse é o principezinho. Ou melhor, o pequeno príncipe, criado por Antoine de Saint-Exupéry.

Há décadas, o livro O pequeno príncipe encanta gerações através de sua inocência e valorização da infância. Agora é o momento de o personagem ser apresentado de uma forma diferente na exposição O Pequeno Príncipe na Oca, no Ibirapuera. A orientação é “para os viajantes, as estrelas são guias”. E são as estrelas que nos guiam durante a exposição; de trecho a trecho do livro, relembramos as frases sobre os baobás, a rosa, a raposa e os seus ensinamentos.

A obra deve ser lida durante toda a vida, sempre haverá novas interpretações do livro e retrata momentos da vida que se encaixam, particularmente, às experiências do leitor. Se for lido por um adulto, há a nostalgia em relembrar os sonhos da infância, uma espécie de resgate ao olhar metafórico essencial para se compreender o mundo. Por exemplo, no livro, o aviador apresenta aos adultos o desenho que fizera e todos acham que é um chapéu quando, na verdade, é uma jiboia digerindo um elefante. Ou seja, a ideia implícita, a imaginação é algo que muitos adultos esquecem ao crescer. Eles veem apenas o que querem ver: um chapéu. Os olhos deixam de ver o mundo metaforicamente.

A exposição possui um diferencial interessante: cada criança que a visita deve deixar uma mensagem para alertar os adultos de que algo deve ser feito para o planeta, cuidar do meio ambiente e preocupar-se com a sustentabilidade. Mas não são apenas as crianças que devem encenar o futuro que os adultos sonham; esses também precisam participar ativamente, se desejam que o mundo melhore.

O Pequeno Príncipe na Oca é excelente, possui boas ideias para recriar o personagem e apresentá-lo a uma nova geração; os cenários são feitos caprichosamente e passam, de forma simples, o enredo do livro e a história do autor.  A obra de Exupéry sempre será como uma viagem guiada pelas estrelas para o planeta do pequeno príncipe, um mundo dos sonhos. O mundo com o qual sonhamos através das utopias. E a essência do ser humano estaria em cativar, criar laços e saber que “a gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar”.

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3 comentários sobre ““Desenha-me um carneiro?”

  1. “Para os viajantes, as estrelas são guias”
    Você é uma estrela, e, me sinto honrada de ter seguido as estrelas, junto a ti.
    Você é uma estrela,luz, que irá iluminar e guiar muitos….com suas ideias e palavras.
    O seu coração afinado com um olhar refinado, leva-nos a deslumbrar com maior vigor a vida.
    Que sua luz, possa espargir,iluminando muitas mentes, para a grande transformação que o mundo necessita…
    P.S. Você me cativou…te amo.

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  2. Realmente, em cada fase da nossa vida interpretamos de forma diferenciada as ações deste personagem querido, mas em todas, o sonho faz reviver a criança que existe dentro de nós e que não pode morrer jamais. Que suas palavras sejam sempre guiadas pelas estrelas,iluminando, alegrando e criando laços fraternos entre todos.Riscos sempre existirão,mas a satisfação do dever cumprido supera qualquer lágrima que venhamos a derramar…
    SUCESSO!!!!!!!

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