Águas

Bacia hidrográfica,
Drenada por afluentes e subafluentes,
Tal qual letras entrelaçadas com outras
Originando frases, as vírgulas as interrompem.
O mar de Aral suplica por água.
Aquela que lhe foi tirada,
Que desviara os olhos do lago salgado,
Agora é como um mar no deserto,
Solitário.
Grandiosos pluviais,
Rios que encharcam a terra e trazem fertilidade,
Águas tão aguardadas no sertão.
Puramente águas que secam no período da estiagem
E fica na lembrança o momento em que foram abundantes.
A água que banhara outrora população
Não é mais a mesma que a banha hoje
São águas históricas que se renovam
Em eternos moinhos.
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4 comentários sobre “Águas

  1. Bem… Essa minha amiga está se superando cada vez mais… Eu, como já disse, estou morrendo de orgulho de ver como uma pessoa, ao se atrever a ousar, consegue tão bem, essa façanha de escrever poemas tão inteligentes!!!

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  2. Como nao gosto muito de geografia, creio que isso fez com que eu tivesse uma opinião negativa sobre o texto. Entao vou apenas dizer: foi muito bem escrito.

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    • Bom, você ainda vai ver mar de Aral, etc.
      Mas, no poema, é importante entender mesmo a ideia da vida como a fluidez da água, um tanto como o Heráclito colocou: “ninguém banha-se duas vezes no mesmo rio”.
      Ah, e ainda tem a música Planeta Água com o valor da água :p
      Eii, eu gostei dos seus poemas mesmo sendo de Química, matéria que eu gosto, mas não sou fascinada hahaha

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