Clássico

Se hoje eu gosto de ouvir músicas clássicas como as de Frank Sinatra, Louis Armstrong, Ray Charles, entre outros, foi pela convivência com o meu avô. Ele era músico, como já expressei em outra crônica minha. Tocava piston, mas, curiosamente, nunca o ouvi tocar, já que desistira da música.

Mesmo assim, o som da orquestra fazia parte do meu avô. Eu ousaria dizer que a vida dele era mesmo uma ópera, talvez com um sentido diferente do escrito por Machado de Assis, em Dom Casmurro. O som de cada instrumento fazia-lhe lembrar dos tempos áureos em que tocava nos carnavais paulistanos. Ou do clima romântico que a época sugeria.

A vantagem dos clássicos é que eles, apesar do tempo em que foram criados, continuam a emocionar. Tente ouvir a trajetória humana descrita em My Way (Frank Sinatra) ou o sonho utópico por um mundo pacífico em What a Wonderful World, de Louis Armstrong. São instrumentos mágicos que compõem essas músicas. Não que hoje as músicas sejam plenamente vazias. Mas músicas dos anos 50 têm um clima nostálgico, capaz de unir gerações em uma tarde, ao contar para os netos o seu período de mocidade.

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Um comentário sobre “Clássico

  1. Que bom que você traz essa influência de seu avô. Fico muito feliz!! Tenho certeza que ele também está muito orgulhoso da sua neta. Obrigada pela homenagem, ele certamente merece.

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