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Corredores metafísicos…

Imaginação à solta leva a caminhos misteriosos
Tanto que já me perguntaram uma vez:
Como seria a USP à noite?
Na madrugada, majestosamente silenciosa?
Então me peguei em devaneios…
A luz pálida encobriria os corredores da Filosofia
Fraca luminosidade que proporciona o saber em qualquer circunstância
Que nunca se apaga, mesmo com o fechar de uma última porta.
Talvez soassem pelos corredores os sussurros dos que já se foram?
Heidegger dialogaria com Descartes animadamente!
Quem sabe?
As árvores que adornam os arredores
Farfalham ao leve soprar da sabedoria, à espera da completa luz do dia seguinte.
Dentro delas a seiva matemática as alimenta
E os galhos buscam agarrar a verdade a todo custo.
As raízes metafísicas se prendem ao passado.
Então sossegam ao ver que são lindamente limitadas.
Nos dias e nas noites aquele prédio ganha encantos incomensuráveis…
 
P.S. Para os uspianos, especialmente a Renata que fez a pergunta “como seria a USP de madrugada?”
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