Poeta

A verdade é que eu queria ser poeta
Daqueles que, numa mesa de bar,
A alegria e dor num copo se faz cultivar
E do real esse vagabundo é um profeta.
 
Ou o poeta de alma desgraçada
Com a alegria pendendo, cansada 
Ultrarromântico desiludido
com o mundo e consigo.
 
Ou quem da infância extrai beleza
Emociona pela delicadeza.
Mesmo já adulto tem dramas incertos
Quanto a si mesmo e seus versos.
 
Mas aqui estou
Achando que escrevo poesia
Falando com nostalgia,
Em frente ao computador.
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Um comentário sobre “Poeta

  1. Marina, vá virar boêmia como o Vini, o Inglório! (Saito entende, hahaaha)

    Acho que nesse poema deu para contrastar a diferença dos tempos antigos e dos tempos modernos… Talvez nós precisemos de um pouco mais dos antigos poetas, o viver intensamente como eles, quem sabe, para conseguirmos retratar toda dor e a delícia de ser o que é, como já diria Caetano!! hehehehe

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