São Paulo, um labirinto

Acordei com a vontade de reformar a cidade. Nada de tirar pessoas de suas casas, trocar pelo moderno e fazer a rua como eu quero. Não, as pessoas sairiam de suas casas, mas não rumo ao abandono. Só com o ponteiro do relógio guiando-as para as ruas, buscando a humanidade que transbordaria de cada junta dos paralelepípedos. Derrubaríamos muros ilusórios que desagregam as gentes, para obter novos caminhos límpidos. Enfeitaria com grafite o velho prédio já não mais contemplado, a ponto de virar paredes novas-velhas, com a memória das ruas passadas agora coloridas numa nova vida.

São Paulo é um labirinto de Ariadne, no qual a arte é o fio na minha mão, que me puxa, que me traga para o vai-e-vem do cotidiano. Não é fácil ver as pessoas e a vida passando de lá para cá, com  o tempo me oprimindo e os olhos nunca se cruzando. Tenho um fio que me faz sobreviver, conduzindo-me para uma cidade em paz, sem Minotauro que devora a vida com violência e tira a pureza das almas. Nessa nova cidade, teria a violência arrancada do seu corpo, sem deixar rastros. Só para restarem as paredes coloridas na alma paulistana.

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