Listas de cinema no Zona Crítica!

Neste semestre passei a escrever também para o site Zona Crítica, em que toda semana cada um indica dois filmes para uma lista temática. Estas aqui foram as primeiras das quais participei, é só clicar no título para ver o restante da lista!

Os filmes de Robin Williams

Jumanji: Os tambores de Jumanji arrepiam, seja em 1969, 1995 ou por aqui em 2014. O tempo pode passar, mas tudo o que acontece com quem encontra o tabuleiro de jogo Jumanji ainda me assusta. Eu costumava sonhar com as cenas todas as vezes que eu revia o filme. E hoje resolvi assistir mais uma vez e fiquei surpresa por notar que eu me lembro da maioria das cenas em detalhes. Tudo ganha vida a cada lance de dados no tabuleiro de Jumanji. E é o personagem de Robin Williams, o Alan Parrish, que sabe mais sobre os horrores que se escondem dentro do jogo de tabuleiro. O que se mostra mais tocante na atuação de Robin é a expressão infantil que ele concede a Alan. Até porque este é um garoto esquecido por 26 anos dentro do jogo, ele ainda era uma criança. Por isso, é incrível ver como Robin consegue demonstrar muito em poucos minutos, quando surge todo barbado no filme e enfrenta um leão, para depois descobrir que está sozinho no mundo. Até hoje o filme dá aquele arrepio que eu sentia quando era pequena. Se a luz da geladeira pisca e o som falha por aqui, você já acha que está na mesma atmosfera do filme. Cuidado ao aventureiro que resolver iniciar o jogo.

Patch Adams – O amor é contagioso: Robin Williams dá vida ao médico Hunter “Patch” Adams que resolve aplicar um método de cura bem diferente do comum. Com um nariz de palhaço e muito humor, ele propõe curar os pacientes por meio da leveza e da brincadeira, por um método que hoje respeitamos muito pelo trabalho dos doutores da alegria. Ele chegou a ser desacreditado pelos colegas de que isso seria capaz de mudar a vida de um paciente. Além da beleza da história, o filme cria vida mesmo pela presença de Robin. Não dá para esquecer a doçura ingênua do seu olhar a cada paciente, as várias cenas engraçadas em que ele rompia com todas as regras. Eu assisti a esse filme pela primeira vez quando tinha uns oito anos e a cena em que ele incentiva uma paciente a se jogar numa piscina de spaghetti foi o ápice. Eu fiquei eufórica, eu queria fazer o mesmo e parecia que o Robin convidava a gente a ser livre, com uma simples cena. A atuação dele e o nariz de palhaço eram os sinais de que a vida podia ser leve por um simples ato, a começar por um filme.

Melhores aberturas de séries de TV

Game of Thrones: Quando se espera por um seriado durante um ano, a abertura acaba se tornando um acontecimento quase catártico. Se a música ainda tiver um tom épico, colabora ainda mais para o coração palpitar com as primeiras notas. É isso o que acontece quando a abertura de Game of Thrones se inicia. É quase inevitável cantarolar junto com os instrumentos. Porém, o mais interessante da composição dela é notar as localizações dos Sete Reinos de Westeros surgindo da terra e se formando em castelos, torres, pirâmides. A cada temporada, como ocorreu na quarta (exibida este ano), a abertura se tornou mais cheia, sendo preenchida aos poucos até o episódio 8, conforme as novas cidades apareciam. Já são conhecidos King’s Landing, Winterfell e a Muralha. Agora, é possível ver também a engenhosa construção de Braavos – com a moedinha passando no ritmo do tema e o Titã que convida os barcos a ingressaram na cidade – e as cidades pelas quais a personagem Daenerys passou, fechando com a pirâmide em Meereen. A abertura também costuma variar a ordem das citações dos atores e, se algum ator novo surge por entre o elenco, é quase uma comemoração ver o seu nome entre os primeiros, como ocorreu com Pedro Pascal e seu personagem Oberyn Martell.

Friends: A abertura de Friends pode ser aleatória. Um sofá no meio da grama, acompanhado por um abajur, com amigos se divertindo dentro de um chafariz, aparentemente resolveram fazer isso no meio da madrugada – como o sofá foi parar lá? – e no fim a Monica apaga o abajur. Certo, parece não ter sentido. Mas por que está entre uma das melhores aberturas? Ela já se tornou um clássico. Esse cenário quase ingênuo e non-sense acaba dando o tom do enredo, uma comédia que consegue fazer rir pela simplicidade de um roteiro sobre cinco amigos vivendo em Nova York: Monica, Rachel, Phoebe, Ross, Chandler e Joey. A série é quase como a abertura da série: traz combinações que, à primeira vista podem ser estranhas, mas quando postas numa mesma cena acabam funcionando com naturalidade. A cada temporada a abertura muda com algumas das cenas dos personagens. É divertido ver como a edição combina o som das três palmas com algum momento sincronizado da série. E aí o espectador quase faz o mesmo ao assisti-la. Faz sim. Ao som de I’ll be there for you, a abertura apresenta a evolução tanto dos personagens quanto da amizade entre eles, pela versão mais jovem, nos 10 anos de série.

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