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Crítica | O final da série Broadchurch

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Eu escrevi também uma resenha sobre do que se trata o seriado e as outras temporadas, você pode ler aqui

(SEM SPOILERS)

Esta foi a última vez em que a costa jurássica alaranjada na praia de Broadchurch apareceu para contar a história da cidade. No dia 17 de abril foi ao ar pela ITV, no Reino Unido, a última temporada do seriado policial Broadchurch.  Acompanhamos a jornada dos detetives Ellie Miller e Alec Hardy nesta trilogia, em que começamos com o desespero da pequena comunidade diante da morte do menino Danny, encontrado na praia. Passamos pelas dúvidas e viradas na trama, com o intenso e doloroso julgamento na segunda temporada, ao mesmo tempo em que se investigava o caso de Lisa e Pippa. E, principalmente, assumimos as dores e o luto pelo olhar dos dois protagonistas, com a intensidade do espectador que se vê à mercê de uma história belamente construída.

A terceira e última temporada fechou o arco dos grandes temas que a série evocou. O infanticídio das duas primeiras temporadas deu espaço para a abordagem do estupro. A série apresentou com maestria, em diversas cenas, como a misoginia permeia as relações, apresentando-se no discurso, na forma de criar uma família, o convívio entre colegas na adolescência e, acima de tudo, a cultura de estupro que transforma o corpo feminino em objeto sexual desde a mais tenra idade.

Broadchurch toca em feridas abertas socialmente. E o faz com imensa coragem. Acompanhamos o drama de Trish Winterman não apenas como vítima de estupro, como muitos seriados optam por apresentar, o estupro apenas como pano de fundo. No caso de Broadchurch, Trish é apresentada como uma mulher que é afetada pelo ato mais grotesco, e enfrentamos com ela, como espectadores, todo o processo de adentrar na sala e passar pelos exames de corpo e delito, os olhares das pessoas mais próximas, a impotência dos familiares, a força que o fato vai exigir da própria filha adolescente, a culpabilização da vítima, o apoio encontrado na assistência social e em raros policiais que se colocam à disposição para encontrar o criminoso e evitar que o crime ocorra com outras mulheres.  E tudo isso sem expor a questão de forma idealizada, problema esse que ocorre em muitas produções: denunciar o estupro, mas ainda assim cair no erro de embelezar, em certa medida, o corpo feminino, produzindo assim mais uma idealização pelo olhar voyeurista masculino em vez de assumir o lado da vítima e apresentar o ato como o crime que de fato é.

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Enquanto Broadchurch aposta nessa abordagem sensível e realista sobre a violência sexual, também consegue conceder um bom retrato realista das personagens femininas. Todas, aos poucos, ganham voz a cada episódio e, logo no penúltimo, o espectador encontra essas mulheres rompendo situações de abuso e encontrando conforto umas nas outras. Por isso, esta série é rara em conseguir passar incólume uma temporada inteira, lidando com um tema extremamente difícil, respeitando a perspectiva da vítima, sem cair no perigo de esvaziar o seu próprio discurso.

Além de estabelecer esta complexa abordagem sobre uma questão social urgente, Broadchurch consegue se firmar como série policial. É impossível passar cada semana sem teorizar sobre os suspeitos. E esse ato de querer saber o que vai acontecer não esvazia o tema pesado da série, pois a cada suspeito que surge, estamos com Alec Hardy e Ellie Miller, passando pela mesma situação: o desgosto, a raiva e mesmo o nojo diante de mentiras e atitudes machistas. Cada homem, suspeito deste crime, carrega o que Miller cita na série, a possibilidade de ter feito da presença de Trish uma oportunidade. Ou seja, a linha para um crime é tênue e isso fala muito sobre como a cultura de estupro funciona.

A grande pergunta que surge entre nós, espectadores, logo ao fim da resolução do caso é: como os atos cometidos chegam a um nível tão extremo de perversão? É óbvio que a resposta não cai apenas na dita “cultura de estupro”, como se essas três palavras formassem uma causa abstrata, exterior aos atos humanos. Se homens violentam, isso advém de seus atos conscientemente escolhidos.

Seguindo esta pergunta, em nenhum momento Broadchurch deixa de mostrar o que sustenta a mente de quem perpetra esse crime. E o que encontramos é algo que não se resume a qualificar o criminoso de “aberração”: o fato do mal ser tão banalizado, vindo de qualquer homem (marido, filho, chefe, parente), e não de alguém que é exceção porque é uma “aberração”. Pode ser qualquer um. E esta é a permissividade da cultura de estupro, que torna normal o que não é: cada vez mais jovens entram em contato com uma indústria pornográfica que não conhece os limites entre sexo e violência, e essa indústria constitui uma imagem sobre a mulher, enquanto esses jovens que consomem esse produto passam a esperar que a resposta da mulher seja ceder ao sexo da mesma forma que se vê no filme pornográfico. Logo, sexo se converte também em violência, e a regra principal, que é o consentimento, se torna nula. Inclusive estudos na Austrália ( aqui , e este artigo é ótimo) chamam atenção para o fato de que meninas cada vez mais jovens sofrem a pressão de se iniciar mais cedo sexualmente porque colegas de sala exigem apenas o tipo de relação que veem pelo filme.

A série traz essa perspectiva, não apenas do problema em se lidar com a sexualidade na adolescência e a maneira com que nos relacionamos com a imagem atualmente, mas ainda a questão do bullying e o quanto a escola se torna, em certa medida, um espaço inseguro e mesmo violento, quase um microcosmo do mundo externo. Isto é, se a investigação sobre um estupro ocorre entre suspeitos adultos, uma investigação promovida no dito “mundo adulto”, o problema do consentimento e como a sexualidade é vista na adolescência também permeia o universo escolar. E não adianta escolas nem a família fecharem os olhos para isso, como se a cegueira intencional fosse a melhor saída do que conversar sobre a questão.

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Com efeito, este é o grande tema de Broadchurch: a constituição familiar, como e por que ela pode ruir, e principalmente como vemos as crianças e adolescentes. O mundo composto pelo horror e pela violência não reside do lado de fora das casas. Ele não pode ser contido por cercas. E pode muito bem estar entre as paredes de casa, escondidos sutilmente, dando sinais ou não de que está lá.

O episódio final

Toda a conclusão do caso, na terceira temporada, é satisfatório. Como espectadora fiel da série, a cada semana eu preparava minhas teorias baseadas nos detalhes e pistas dados pelo roteirista, Chris Chibnall, no episódio. Observar a série com tanto envolvimento me fez notar como é possível construir bem uma trama policial, partindo de certa simplicidade no enredo. Em nenhum momento o espectador fica perdido entre a conversa dos detetives, e consegue, assim, acompanhar a investigação quase como se fizesse parte da pequena equipe de Wessex Police. Por isso reside, aqui, um grande poder ficcional na série, de envolver, de entreter enquanto série do gênero, e transmitir um discurso bem construído acerca do tema principal.

Cada suspeito tinha motivos para cometer o crime, e isso deu total veracidade ao fato de que a lista de suspeitos era enorme. Trish sofreu o estupro em uma festa onde mais de 50 pessoas eram homens. Esse choque diante de uma lista tão grande foi verossímil, pois percebemos que, sim, qualquer um poderia ter cometido o crime. E isso já é suficientemente assustador de se constatar.

Miller e Hardy, os detetives da série, começaram investigando pessoas que trabalharam na festa, desde a banda até os responsáveis por fornecer a comida e o espaço. A investigação forense na grande área onde foi cometido o crime foi crível, e ter tão poucas respostas, de início, também.

Suspeitar de pessoas próximas foi o segundo passo. O mecânico Jim Atwood, marido de Cath, a melhor amiga de Trish; Ed Burnett, chefe do mercado onde Trish trabalhava; o ex-marido dela, Ian; Leo, responsável pela loja que vendia as cordas de pescaria que foram encontradas na cena do crime; o taxista Clive Lucas, que conhecia Trish. Todas essas pessoas, mais outros personagens que apareciam no decorrer da trama, era o grande círculo que os detetives foram expandindo aos poucos em torno do ambiente conhecido pela vítima.

Portanto, quando chegamos à resolução, o trabalho de roteiro nos levou a estar perto da resposta e conseguiu preservar o suspense até o último instante. E, mesmo assim, surpreendeu. Pois nunca esperamos pelo horror da resposta. Todo o flashback e recriação da cena do crime foram bem escritas, e as atuações de todos os atores envolvidos, impecáveis. Assim, a atmosfera que resta, na resolução, é de completo horror.

Dito isso, cabe aqui dizer, então, que enquanto temporada de um seriado policial, a terceira foi muito bem-sucedida. Contudo, o grande ponto admirável da série inteira sempre foi a interação entre Ellie Miller e Alec Hardy. O quanto os dois praticamente desceram ao inferno nas últimas duas temporadas, enfrentando situações extremas, tendo apenas como único guia a amizade que surgiu em meio a essa tempestade. Por isso, na terceira temporada, era de se esperar ver um passo dado na relação de ambos: sair da zona um tanto fria e confortável de colegas de trabalho e finalmente assumirem a importância desta amizade.

No decorrer da terceira temporada, Chibnall acabou por optar em colocá-los apenas em situações mais cômicas. Elas funcionavam realmente, em vários momentos. Mas ficava sempre faltando as cenas em que ambos os personagens lidariam com todo o passado do qual eles não queriam falar. Três anos se passaram entre a 2ª e 3ª temporada, então você espera que comentem algo a respeito, certo? Ou que a série apresente, dentro desta relação já consolidada, os passos que ambos deram para superar tudo o que aconteceu. Conversas, apoio mútuo. Afinal, os dois só têm um ao outro e as temporadas anteriores deixaram evidente como a amizade deles era essencial. E, principalmente, enquanto detetives, havia a necessidade de falar sobre o quanto o caso os estava afetando. Não foi bem isso o que aconteceu.

O final da terceira temporada foi um bom encerramento enquanto final de temporada, mas não deu as respostas necessárias como final de uma série completa. Em um enredo clássico de jornada do herói, o último momento é reservado para que os protagonistas dividam a dificuldade de toda a jornada, deixando evidente como, afinal, as coisas foram superadas (em certa medida). Diante disso, esta última cena entre os dois foi superficial para tudo o que os personagens enfrentaram. E não encerrou a história deles, que sempre foi o ponto principal que conduzia a série com tanto realismo e sensibilidade. Houve até uma sensação de afastamento entre eles, certamente algo que poderia ser corrigido pela direção. E mesmo o texto era estranhamente curto e sem a profundidade necessária para compor o tempo que tínhamos para fechar a experiência ao lado dos personagens. Adicionado a isso, quando passamos pelas duas últimas cenas de Miller e Hardy, há a sensação de que a construção dos personagens não ganhou a devida atenção durante a temporada.

Em outras palavras, a terceira temporada possuía dois lados pelos quais zelar: o enredo policial com os efeitos do crime na vida da Trish, e os reflexos deste crime na vida dos personagens fixos, encerrando os enredos de cada um, considerando os fatos das outras duas temporadas. Tendo esses dois pontos como foco, algumas cenas podiam ter sido cortadas e cenas específicas, para aprofundar os dois protagonistas, adicionadas. Pois, no fim, o passado de ambos, que é parte fundamental da história, fica distante demais, quase esquecido. E isso enfraquece o trabalho impecável que a série teve nas duas primeiras partes.

Aplicando esse argumento na terceira temporada, vemos que as tramas envolvendo Miller e Hardy ficam sem um final definitivo. A adição de novos personagens na vida dos dois são apenas presenças que poderiam ter sido melhor usadas aprofundando tanto a importância deles na história quanto a trama dos dois protagonistas. Além disso, era esperado ver os reflexos da investigação na vida de Miller, pois enquanto mulher e considerando a sua própria história, o caso a afetaria demais. E isso foi amenizado demais. E, acima de tudo, ao fim Alec Hardy estava fora do tom que conhecemos do personagem, tendendo um pouco demais para a frieza, sendo que todo o esforço da segunda temporada é mostrar a vulnerabilidade do personagem, como ele é protetor e não sabe bem como expressar o quanto ama e se preocupa com as pessoas à sua volta. No fim da terceira temporada, o texto o faz cair na armadilha de parecer apenas um detetive mal-humorado e insensível aos sentimentos da própria amiga e colega de trabalho, por quem sempre manifestou preocupação e carinho.

Com esta longa crítica em forma de desabafo, provavelmente preciso dizer que escrevê-la foi difícil. Quem quer apontar problemas no enredo de sua série favorita, não é? Broadchurch é uma série à qual é impossível se manter neutro, incólume, o mesmo espectador que se era antes de começá-la. É um enredo de uma sensibilidade belíssima, de personagens únicos na TV, que expõem a complexidade de carregar o fardo de todo ser humano. A cada episódio, somos colocados no mais profundo ponto das emoções de Miller e Hardy. Já foram feitas muitas séries policiais, mas é raro achar uma que colocou dois detetives nos limites reais de investigar a morte de crianças e um estupro. Isso marca as pessoas para sempre, e por que não afetaria os detetives também? Essa reunião de sensibilidade e racionalidade, numa balança tão perigosamente difícil de equilibrar, Broadchurch fez como nenhuma outra série.

Portanto, mantenho o meu longo e interminável elogio à série inteira. Porém, com aquela nota de melancolia ao constatar que o final esteve à beira da perfeição, faltando tão pouco para amarrar com maestria o enredo dos dois protagonistas, e que poderia ter trabalhado melhor a construção dos personagens em breves cenas simbólicas no decorrer da temporada. E sei que deixar de acompanhar os dois detetives é o grande motivo desse gosto de tristeza e nostalgia, para quem viveu meses ou anos naquela pequena cidade e redescobriu um grande amor pela ficção, dividindo as dores e a delicadeza de cada conquista nesta jornada densa de Ellie Miller e Alec Hardy.

Alguns detalhes (COM SPOILERS – se você não assistiu ao episódio ou às outras temporadas, pare por aqui!)

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Se você está aqui é porque assistiu ao episódio. Então reservei o espaço para ser mais enfática quanto à cena final: acompanhamos Miller e Hardy por três temporadas, com o Hardy oferecendo várias vezes um abraço na segunda temporada, sempre buscando alcançar a Ellie de alguma forma. E ela o afastava, algo totalmente compreensível, considerando o sofrimento pelo qual ela estava passando com o crime que Joe cometera. Agora, na terceira temporada, Ellie estava claramente mais próxima e à vontade com Hardy, sorrindo muitas vezes e sempre perguntando se ele estava bem. Os dois, enfim, estavam trabalhando de maneira muito harmônica, equilibrada. Comunicando-se pelo silêncio, sabendo que a pergunta que o outro faria, como detetive, seria ideal para o caso.

O abraço era o mínimo esperado para a cena final, pois era mencionado várias vezes no script. Chibnall sempre dava indícios, na segunda temporada, sobre como ambos queriam esse contato. Há até mesmo pistas deixadas pelo autor que sugeriam um amor platônico. E mesmo que a intenção, na temporada atual, não tivesse sido dar um desfecho com teor romântico, por que negar este contato, um abraço, e finalmente deixar evidente que eles eram pelo menos amigos?

Passamos pela season e havia apenas momentos cômicos entre eles. Em uma cena que podia ter sido descartada e que nem teve um desfecho claro, Hardy vai a um encontro marcado pelo Tinder, deixando a filha em casa, que claramente estava com problemas bem sérios para resolver, precisando do apoio dele. O ponto é: será que o Hardy que conhecemos da segunda temporada realmente deixaria de estar em casa com a filha, tendo adiado um almoço com ela, voltado para Broadchurch apenas para dar um recomeço a ela? Ele preferiria estar em um encontro marcado pelo Tinder no meio de um caso que não dava um segundo de pausa para eles? Acho que não.

Essa cena passa, é logo esquecida no decorrer da temporada, mas sempre faltou um momento em que Miller e Hardy pudessem interagir com mais profundidade, e era possível visualizar vários momentos perdidos onde isso poderia ter acontecido. Ellie comenta que tem pesadelos e a cena logo vira uma passagem breve com final cômico. Em nenhum momento Ellie menciona Joe, e nem é dado espaço para pensarmos o caso pela perspectiva dela, de alguém que passou por uma situação delicada. O caso a afetava e isso poderia ter enriquecido a abordagem do tema, com Ellie falando sobre isso. Felizmente, enquanto detetive, Miller está em sua melhor forma, e as suas respostas são determinadas, inteligentes. No fim, é ela quem segura as pontas quando Hardy se altera demais com o caso. Ambos, de fato, funcionam bem como detetives.

Sempre houve mais do que apenas esse coleguismo entre eles. Até no início, na season 1, os dois estão mais próximos, e criam um espaço para uma amizade. E na season 2, com todo o drama e caos do julgamento e do caso, Miller e Hardy estão no limite de suas emoções, e ainda assim um significa apoio para o outro. A terceira temporada, portanto, sendo o arco final, precisava ter deixado evidente que o tempo passou, deixou algumas cicatrizes, mas a amizade ainda encontrava espaço para existir e até mesmo crescer. Há inúmeras pistas deixadas na segunda e terceira temporadas que podiam ser interpretadas como algo platônico. Até porque se essas pistas estão em um roteiro, há uma intenção. O problema maior foi simplesmente, no final, não apresentar nenhuma resolução e sendo até mesmo irreal. Hardy sem oferecer apoio a Miller quando ela está chorando na escada, e sabemos que ele ofereceria apoio, considerando a construção do personagem na season 2. E ao final, a recusa para ir ao pub e os dois distantes demais no banco, quando, na verdade, a ideia da jornada dos personagens era justamente mostrar como os dois se sustentavam em meio a tudo que estava ruindo em Broadchurch. E que continuavam juntos, sempre, ao final.

Chibnall encontrou uma alternativa de torná-los um alívio cômico com esta fórmula de “parecem casados, mas não estão”, quando podia ter, de fato, investido nos dois enquanto casal romântico, pois deixou pistas suficientes para isso na segunda temporada. Ou o mínimo: tornar evidente, para os próprios personagens e para o público, a existência de uma amizade, com o abraço no final, que já era promessa do roteiro. Por isso aquela cena de menos de um minuto foi insuficiente para dar um fechamento para os dois, parecendo ter sido feita às pressas ou até com o receio de conceder alguma resposta para a relação dos dois.

Além disso, o próprio episódio 8 poderia ter sido editado de outra forma, resolvendo alguns pontos, como o enredo dos Latimers, no episódio 7. E deixando o 8 para a resolução do crime e os últimos reflexos dele na vida da Trish, de Miller, Hardy e o restante da cidade, com cenas breves, mas com uma sensação de fechamento mais exata, como a season 2 faz muito bem. Inclusive, a bela cena do episódio 7 com todas as mulheres, merecia estar no episódio 8, pois ganharia mais sentido de resistência dessas mulheres diante da atmosfera pesada que fica no episódio após a resolução do crime.

Por fim, a grande sensação de melancolia do final da segunda temporada é porque a Ellie está entre amigos, entre Mark e Beth, enquanto Hardy segue sozinho sem nem saber para onde ir. Quando se repete, ao final da terceira temporada, a cena entre Ellie e Beth almoçando, Hardy e a filha Daisy poderiam estar na mesma cena, como se fosse uma segunda chance para ambos de ter uma vida normal. E, desta vez, considerando que Daisy era amiga de Chloe e até mesmo precisava mostrar que devolveria o apoio à amiga depois que o pai dela tentou se matar, ou seja, fecharia de forma positiva o enredo das duas personagens também. Nesta mesma cena, a Ellie estar com o filho Tom também é significativo e merecia destaque, pois mais uma vez ela precisa ajudar o filho a superar um trauma com alguém próximo. E ainda sobre os Latimers, no fim Joe só foi um motivo para o enredo de Mark, e sem obter uma resolução. Será que precisava fazê-lo voltar apenas para ser um motivo para Mark tentar suicídio?

Enfim, essas são só algumas das observações que eu fiz no meu cantinho, triste com o final da série, pois faltou tão pouco para ficar perfeita uma história que eu tanto amo. São detalhes que fazem muita falta na conclusão dos personagens e que poderiam ter sido corrigidos com cenas breves, dispostas com equilíbrio na série sem prejudicar o ritmo da temporada inteira.

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Conheça a excelente série policial Broadchurch

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Penhascos alaranjados recortam as areias e contemplam as ondas vindas do mar. O cenário é idílico, doce e poético para férias de verão. Aquela grandiosa massa de pedra é, na verdade, parte da costa britânica, a famosa costa jurássica, um patrimônio da Humanidade com 185 milhões de anos. É nesta região, a de Dorset, no Reino Unido, que se estabelece a cidade fictícia Broadchurch, que dá nome à série policial de Chris Chibnall. E é também nesta praia e cenário delicados onde um garoto vai aparecer morto nas areias e iniciar a investigação da série na 1a temporada.

Agora, no dia 27 de fevereiro, a série estreia a sua 3a e última temporada. O ponto forte desta trilogia é o talento de Chibnall para escrever uma boa história. Acompanhamos os detetives Ellie Miller e Alec Hardy na investigação da morte do garoto Danny Latimer na 1a temporada, para enfrentarmos o julgamento na 2a temporada mais a investigação de outro caso, os das meninas Pippa e Lisa. Em vez de ser um caso por episódio, Chibnall permite que o espectador mergulhe perigosamente nos sentimentos de cada um dos personagens. Somos comandados por Miller e Hardy, mas nos vemos à mercê das dúvidas e dos sofrimentos entre vítimas e criminosos.

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Broadchurch é um grande teste emocional. Além de ser uma boa história policial, onde acompanhamos cada suspeito e cada evidência, onde podemos criar teorias e tentar desvendar junto aos detetives, a experiência mais forte é acompanhar o drama dos personagens. Alec Hardy é um detetive que poderia ser o fácil estereótipo do personagem perturbado por um passado e mal-humorado simplesmente porque ele quer ser assim, como já vimos em tantos anti-heróis por aí. Contudo, ele é muito mais do que isso. O roteiro de Chibnall revela a sensibilidade de Hardy, o peso doloroso de carregar um caso de infanticídio não resolvido, a ausência da família e o único fio de esperança, que é a amizade com Miller. Ele acaba por ser um herói complexo, com o qual o espectador passa a se relacionar com profundidade, pois no fim apenas nós testemunhamos como tudo para ele é doloroso e como ele se sente derrotado em relação à própria vida.

Ellie Miller, de início, é uma personagem doce, e parece ser o estereótipo criado às personagens femininas para preservar o mundo das emoções e da sensibilidade, características que acreditam pertencer apenas às mulheres. Porém, mais uma vez, Chibnall faz de Miller uma personagem feminina forte, com suas vulnerabilidades humanas, e principalmente, não tem receio de mostrar que a raiva pode ser um sentimento pertencente à mulher. Quantas vezes vemos mulheres com raiva na televisão ou no cinema? Logo a raiva é dada como um sentimento histérico, sem razão alguma. Se o personagem masculino, porém, apresenta essa raiva, ele é enaltecido. Assim, Miller é essa força da natureza que engrandece Broadchurch. Ela vê o melhor nos outros, mas logo cresce como detetive e passa a saber suspeitar, a dar chance à dúvida. Enquanto nativa de Broadchurch, durante a investigação, ela é obrigada a pressionar as pessoas com quem ela cresceu, a duvidar e a ver suas falhas. E, na 2a temporada, passa pelo grande teste, junto ao Hardy, de ver o trabalho de investigação com o qual se empenharam tanto ser posto em dúvida também.

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Além da excelente construção de personagem pelo roteirista, Ellie Miller e Alec Hardy exercem um fascínio por conta das brilhantes atuações de Olivia Colman e David Tennant. Logo na primeira cena, Olivia encanta por saber conduzir a sua personagem de forma humana e doce. A emoção que ela expõe, enquanto atriz, é fundamental para que o espectador entenda o peso da investigação do menino Danny: estamos vendo tudo pelos olhos e pela emoção da Ellie, pois o seu filho era melhor amigo de Danny. Houve cenas em que não era necessário chorar, porém a situação e o roteiro são tão fortes que Olivia conduzia a cena com independência. Inclusive, Ellie foi criada para ser interpretada por ela. E, de fato, é impossível vê-la sem a atuação de Olivia, consagrada por 2 prêmios BAFTA, um deles por sua performance na série.  O trabalho de Olivia tem crescido muito por conta do sucesso de Broadchurch, com séries e filmes premiados em 2016 como The Night Manager, Fleabag, Flowers e o filme The Lobster, enredos que vão do drama à comédia, mostrando o quanto Olivia pode ser versátil.

O desempenho de David Tennant como Alec Hardy é igualmente brilhante. Para compreender o detetive, é preciso ser bem observador e constatar a nuance entre as expressões de David. Podemos estar acostumados a vê-lo pela leveza do 10th Doctor em Doctor Who, pelos seus papéis excelentes em peças de Shakespeare ou mesmo o vilão Kilgrave em Jessica Jones, mas aqui David concede muita humanidade ao Hardy, sentimos que ele, de fato, existe. Acaba por se tornar difícil juntar a imagem do ator ao personagem, pois Hardy é esta figura taciturna, que carrega e esconde todas as suas dores, oculta a sua sensibilidade e se sacrifica pelos outros. Assim, a grande qualidade de Broadchurch reside nas mãos de Olivia Colman e David Tennant.

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O tema da série, o infanticídio, é tratado com cuidado e maestria, mas não é o único tema. O casamento, a complexidade das relações, a confiança no outro, a insegurança em carregar a responsabilidade por tentar explicar crimes terríveis. E, agora na 3a e última temporada, três anos terão se passado e vamos acompanhar Miller e Hardy investigando um caso de estupro. Com pesquisas de três anos realizadas com grupos de apoio em Dorset e investigadores que trabalham na área, Chibnall promete uma última temporada que retrate bem o drama da vítima. E se pensarmos, é algo necessário entre os seriados, que muitas vezes usam o estupro apenas como pano de fundo em mais um caso ou nunca dão voz à vítima. Por isso, Broadchurch é uma reunião de todos esses temas, conseguindo criar quase uma sinfonia melancólica e realista sobre a vida.

Seguindo isso, Broadchurch é uma série policial rara. Com uma fotografia e paleta de cores extremamente cuidadosas, que falam muito pelo estado emocional dos personagens, ela surpreende por se destacar em seu gênero televisivo. A ênfase no cenário belo e a profundidade do drama vivenciado pelos personagens são contrastes enormes, mas que encontram um equilíbrio na bela produção da série. Chibnall, o roteirista, se inspirou bastante nos livros do autor inglês Thomas Hardy, que escreveu novelas inseridas no Romantismo, no século XIX. Assim como na escola literária a Natureza traça um diálogo com as emoções humanas representando-as, a série gosta de explorar as cores do ambiente: o azul melancólico dos céus pertence ao Hardy, enquanto o laranja quente e vivo é de Ellie. Cores que parecem exercer um contraste, mas que nos cenários do penhasco alaranjado e das ondas azuladas, convivem perfeitamente.

Há vários momentos em que o Hardy contempla o mar do alto de um penhasco. Quase como as pinturas românticas de Caspar David Friedrich. Porém, enquanto na pintura o homem surge como aquele que domina a natureza e a contempla apenas de longe, Hardy se mistura totalmente à Natureza. Com seus problemas de saúde, o personagem olha para ela como quem pensa sobre a vida e a morte, e ele se recorta no cenário apenas como mais um homem frágil diante da dimensão da Natureza. Ela é mais um personagem da série, e por isso a fotografia tem grande importância: em meio aos crimes, ela se preserva como um belo doloroso, que muitas vezes fala pelas emoções dos personagens.

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Casper David Friedrich, Wanderer above the Sea of Fog (1818)

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O figurino também é relevante, pois ele parece, à primeira vista, tão simples quanto as roupas que vestimos diariamente. E é este o objetivo: vemos personagens realistas e imperfeitos como nós, com pouca maquiagem e vestes simples. A jaqueta laranja de Ellie é o grande símbolo de sua personalidade viva, a qual ela precisa lutar para preservar em meio a todo o caos das investigações e da desilusão com a própria cidade. Alec carrega elementos azuis que denotam a sua melancolia. Quando Ellie veste roupas azuis, na série, é claramente o instante em que ela adentra no universo de Hardy, descobrindo mais sobre seu passado. Nas fotos promocionais da próxima temporada, Ellie usa mais roupas azuis, e isso faz pensar se ela terá mais proximidade com Hardy, se a amizade entre eles vai se aprofundar, e o que os tons frios falam pela sua personalidade.

Esse trabalho na cor do figurino chama a atenção porque a série pega, de início, as características que normalmente as ficções concedem aos seus personagens: se é mulher, ela é o lado sensível e com cores mais quentes; se é homem, ele é a racionalidade, a melancolia e os tons frios. Por muito tempo, a racionalidade já foi dada como atributo natural masculino, o que sabemos que não é verdade. A ciência, a melancolia e o conhecimento eram direitos exclusivos do homem. Para a mulher, eram reservadas a leveza e a sensibilidade. O que Broadchurch faz, no roteiro, é algo fantástico: coloca seus personagens nesta zona, logo no início, para depois desconstruí-los. Hardy é emotivo, tem rompantes de raiva e choro pelas vítimas, e admite que, por isso, não conseguiria conduzir uma investigação, na 2a temporada. O que ele faz? Pede ajuda à Ellie. E a personagem assume a raiva e a racionalidade, expõe a melancolia, mas com a peculiaridade das próprias vivências. Ou seja, não há, em Broadchurch, tentativas de tornar um personagem mais importante que o outro: Hardy e Miller são colunas que se erguem igualmente sustentando Broadchurch.

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E ainda é preciso destacar a qualidade da trilha sonora. Ela opera junto com as cores e a fotografia. Da mesma forma que essas estabelecem um cenário que fala pelos personagens, a trilha é como uma voz da cidade: em alguns momentos é possível ouvir as ondas misturadas ao piano, ao toque eletrônico e ao violino, mesmo que não tenha praia alguma na cena e seja em ambiente fechado. As ondas, o peso da Natureza continua como parte da vida daqueles personagens. E a trilha de Ólafur Arnalds compõe muito bem todo o trabalho sinestésico da série.

 Sendo assim, a série Broadchurch é algo que precisa ser visto. O gênero policial tem se destacado entre as últimas produções europeias, se diferenciando do modelo americano que explora um caso por semana. Para quem prefere acompanhar um caso por toda uma temporada, ver um desenvolvimento maior da personalidade dos protagonistas, Broadchurch é uma ótima opção, e mesmo um dos maiores exemplos desse novo segmento no gênero. E ainda é uma história tão humana que ser espectador dela, fazer parte da vida de Ellie Miller e Alec Hardy, é uma experiência singular semelhante às jornadas do herói, com personagens que se tornam próximos e amados.

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A série é exibida no Brasil pelo canal +Globosat, está disponível no Now da Net, em torrent e online. A 3a e última temporada estreia dia 27 de fevereiro, segunda-feira, 9pm (18h no horário de Brasília) no canal ITV, em UK.

Se tiver interesse em ler as proximidades da série com os livros de Thomas Hardy, o tumblr da Penfairy apresenta algumas análises (com spoilers) aqui aqui aqui aqui aqui e aqui (sugestões de leitura). Porém, este post aqui explica em geral as influências do autor na série e quem foi Thomas Hardy, que infelizmente não é tão conhecido assim no Brasil, com poucas traduções. Os livros tomados como referência pela série, segundo a autora do tumblr que pesquisa o trabalho de Thomas Hardy há alguns anos, são Tess of the d’Urbervilles (importante para a 3a e última temporada) e Desperate remedies. Mas Chibnall se refere a alguns detalhes de outras obras, e principalmente apresenta uma atmosfera e cenário modernos da região de Wessex.

Saiba mais sobre o universo da Wessex de Thomas Hardy aqui na BBC News. E se quiser começar as leituras, a obra Tess of the d’Urbervilles (no original) está disponível gratuitamente no site da Amazon para Kindle.

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Novidades nos 400 anos da morte de Shakespeare

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Esta semana é comemorativa. Celebramos os 400 anos da morte de Shakespeare. Por isso, pelo mundo todo, várias intervenções em forma de peças, palestras, clubes de leitura, matérias irão tomar o centro do palco por meses, para homenagear o escritor.

Assim, deixo aqui duas novidades; A primeira é que terá adaptação da BBC de Richard III, peça de Shakespeare, com estreia marcada para 7 de maio. E a outra, mais próxima, é que neste final de semana o mundo todo poderá assistir a peça Richard II, disponível online, em stream live, com David Tennant.

Benedict Cumberbatch ganha o centro do palco na série da BBC, The Hollow Crown, que estreia dia 7 de maio na BBC 2. Adaptação da peça Richard III, de Shakespeare, e intitulada The Hollow Crown: The Wars of the Roses (A coroa vazia: As Guerras das Rosas), a série contará também com a impecável Judi Dench, Hugh Bonneville e Sophie Okonedo.

O ator intérprete do detetive Sherlock Holmes, também pela BBC, comanda o elenco como Richard III na série britânica que celebra os 400 anos de morte de Shakespeare.

A história irá seguir a derrocada de Richard III à loucura e os caminhos tortuosos de sua vida desde a infância. O autor Dominic Cook, em comentário ao The Express, disse sobre o rei, “ele é um tanto monstruoso, ele termina até assassinando crianças. Ele é um psicopata. Não há outras formas de dizer isso: ele é um psicopata. Mas como ele se tornou assim? Há uma história que o conduz a isso”.

E ele adiciona, “há alguns incidentes que ele testemunha enquanto criança que são horríveis e contribuem para que ele se torne um ser humano que não é apto a ter empatia por outros humanos”.

Para os fãs da série Sherlock, além de Benedict Cumberbatch, a série contará com a interpretação de Andrew Scott, que interpreta Moriarty na série do detetive britânico.

A série é mais uma ênfase nas escolhas de Cumberbatch em interpretar mais um personagem de Shakespeare. No ano passado, ele deu vida a Hamlet, na peça londrina do Barbican Centre.

The Hollow Crown: The Wars of the Roses é a segunda parte entre as séries The Hollow Crown, da BBC, que são adaptações das peças de Shakespeare, Henry VI partes 1, 2 e 3, e Richard III.

A trilogia original, que reconta a história de Henry V, VI e VII, foi gravada em 2012, com Tom Hiddleston e Patrick Stewart no elenco.

The Hollow Crown: The Wars of the Roses começa dia 7 de maio na BBC2.

Clique aqui para ver o trailer da produção.

Fonte: The Sun

Peça de Shakespeare será transmitida no mundo todo

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Dia 23 de abril celebramos os 400 anos da morte de William Shakespeare. Por isso, o presente será para o mundo inteiro. Além de suas peças e sonetos, que podem ganhar novos leitores a cada instante, teremos a oportunidade de assistir a uma peça neste grande dia de homenagem. A produção de Richard II, da Royal Shakespeare Company, estrelada por David Tennant (Doctor Who e Jessica Jones) estará disponível por stream live via BBC, no meio do clímax do aniversário.

A peça foi gravada no palco pela Royal Shakespeare Company, no dia 13 de novembro de 2013, e agora estará disponível para ser assistida durante o fim de semana do Shakespeare Day Live, um canal digital especial que será patrocinado pela BBC e o British Council.

E a notícia boa é que o stream estará disponível para todo o mundo, onde quer que você esteja. Será possível assistir pelo BBC Shakespeare Day Live, site da BBC que vai ser lançado no dia 22 de abril, é só ficar atento.

Ainda participam da produção Nigel Lindsay, Oliver Ford Davies, Jane Lapotaire e Michael Pennington. David Tennant atualmente está reprisando sua célebre performance de Richard II em Nova York, com parte do ciclo de apresentações King & Country Great Cycle of Kings.

Shakespeare Live é um festival online que acontecerá ao longo de seis meses, com performances, análises, debates e diversão, feito para todo o público do Reino Unido e demais países. Portanto, é a oportunidade de tirar aquele exemplar de Shakespeare da estante e aproveitar esta atmosfera comemorativa para dar nova vida às histórias do autor.

Richard II será lançado no stream live no dia 23 de abril, às 18h30 (horário de Brasília), numa transmissão exclusiva. O Shakespeare Day Live terá vários conteúdos no seu menu, com várias peças shakesperianas a partir de sexta, 22 de abril, com contribuições do BFI, The Hay Festival, The Globe Theatre, The Royal Conservatoire of Scotland, The Royal Opera House e, claro, The Royal Shakespeare Company.

Mais cedo, pelo final da tarde, David Tennant e Catherine Tate, que atuou ao lado dele como Donna Noble em Doctor Who, apresentarão o Shakespeare Live. O evento contará também com Judi Dench, Sir Ian McKellen e Benedict Cumberbatch. Direto da The RSC, será uma celebração de duas horas toda voltada para Shakespeare, com variadas atrações, que será transmitido pela BBC Two, a partir das 16h30 até 18h:30 (horário de Brasília), quando finalmente será possível assistir a peça.

Fonte: David Tennant