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Entre a pena e a palavra

A pena calada aguarda as palavras
O contorno leve de uma letra
Para desenhar no papel.
Sombras de ideias
Vagam por um deserto
Ansiosas pelo encontro
Entre sombra e corpo.
Ideias fugidias
Olham sarcásticas,
Desviando da pena.
Fogem divertidas pelo deserto.
Pontos de exclamação!
Interrogação?
Deixam a trilha na areia
Um pensamento vindo à tona.
A pena segura carinhosamente a mão da palavra
E encaminha-a para o papel
A inspiração toma conta do poeta
Em rimas, palavras e doçura.
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Arte poética

Estou numa alfabetização poética
Sim, eterna!
Eterno aprendizado das letras
Parece que foi ontem que comecei a escrever
Poemas? E foi mesmo!
Comecei com uma rima atrevida… sem propósito
Apenas o de ver as palavras se casar
Em rimas e amores!
Ainda há muita métrica pela frente,
Rimas para descobrir e adorar o verso livre
O poeta é como o ourives,
Já dizia Olavo Bilac,
Cria jóias a partir da pena.
Para mim, as palavras nunca serão perfeitas
Como o mais belo cristal
Sim, serão belas!
Mas se fossem perfeitas,
Qual seria o encanto de escrever mais e mais?
Só escrevo com ímpeto:
O de tornar as palavras humanas no papel
É um atrevimento?
Ah, tal qual é o de escrever uma poesia!