arte · crônicas · intercâmbio 2015/2016 · literatura · livros

No caminho de Proust: lembranças da leitura no aniversário do autor

  Neste dia 10 de julho, nasceu Marcel Proust, autor do grande empreendimento literário Em busca do Tempo Perdido. Conhecido pelas madeleines invocatórias da memória involuntária, Proust é um autor que, de forma equivocada, por vezes é temido. Dada à concepção de que suas obras são complexas por conduzirem um fluxo de consciência detalhado –… Continuar lendo No caminho de Proust: lembranças da leitura no aniversário do autor

arte · história · intercâmbio 2015/2016 · matérias

Os mercados de Natal de Colmar e Strasbourg

Publicado no site Artrianon Pelas ruas das cidades de Colmar e Strasbourg, na região da Alsácia, na França, é possível encontrar ecos do Natal que reverberam pelos mercados desde o século XVI. As luzes enfeitando a cidade, o reflexo nos canais e o frio invernal compõem todo o ideário alimentado pela história dessa nostalgia melancólica… Continuar lendo Os mercados de Natal de Colmar e Strasbourg

crônicas · intercâmbio 2015/2016 · literatura

Paris em seis atos

Publicado no Literatortura Tudo o que eu busco imprimir ao papel não alcança o canto onde a sua camada mais profunda se oculta. Uma cidade que foi a celebração mais pura da criação artística nos meus seis meses de estudante. Em suas ruas, o frescor no pavimento morava, inquieto, um frescor que se recompunha de… Continuar lendo Paris em seis atos

arte · intercâmbio 2015/2016 · literatura · poemas

Cité

  Se pudesse deixar em seu chão Parte de minha pele, suor, Sangue e ossos, Deixaria aqui meu corpo, Para repousar, enfim, Toda vez que a rotina mata esperança. Na lembrança que você arrasta, Pelas suas cores, formas e gostos, Assim, fundaria, meu paraíso mental. Cidade cheia de morte renascida, Eu deixaria, em cada canto,… Continuar lendo Cité

arte · intercâmbio 2015/2016 · literatura · poemas

Bebida consagrada

Hoje é o dia internacional da poesia! Deixo, então, aqui um poema que nasceu nos jardins de Renoir, em Montmartre, em um calor que colocava o inferno ao lado da Basílica de Sacré Coeur, mas que foi um dia mundano abençoado pelos sinos da basílica e um suco muito bem-vindo. As imagens são do jardim… Continuar lendo Bebida consagrada

arte · intercâmbio 2015/2016 · literatura · poemas

Gesto ao céu

Alguns podem dizer que ele se ergue Em mais profunda fátua, Bela e pequena estátua No alto do Grand Palais. Seria ele dono do mundo Que fica na ponta do pé Porque sabe que sua mão de pedra Quase toca o mais azul brilhante céu. Mas sei que é um simples homenzinho, Que não é… Continuar lendo Gesto ao céu

arte · intercâmbio 2015/2016 · literatura · poemas

Ambrosia

  Procurei pelos mercados Entre plásticos, pessoas e potes Os vestígios de sabores perdidos Da boca que prova o passado E o devora guardando No mais interior profundo As memórias digeridas. Elas aguardam, Para em choque retornar Na forma de cereja vermelha Que minha mãe segura entre as mãos. Juntas escolhemos, Em busca infantil, Em… Continuar lendo Ambrosia

arte · intercâmbio 2015/2016 · literatura · poemas

Em valsa eu avanço

Meu blog completou 6 anos em novembro e, com toda a correria, eu esqueci. Orgulho deste espacinho que cultivo desde os 16 anos. Então aqui está meu poema Em valsa eu avanço. Escrevi nos dias posteriores ao atentado em Paris e encontrei algum abrigo ao escrevê-lo. Mas ontem, quando o reli, acabou se encaixando perfeitamente… Continuar lendo Em valsa eu avanço

intercâmbio 2015/2016 · literatura · matérias

O encanto da Shakespeare and Company

Publicado no site Literatortura Uma livraria que se espreme para concentrar nela as ideias dos livros, em madeira velha, sustentada por vigas desgastadas e estantes carregadas de livros em inglês na cidade parisiense. Placas e frases dão vida às paredes, indicando pensamentos de autores que acabam por tornar a visita à Shakespeare and Company a… Continuar lendo O encanto da Shakespeare and Company

arte · intercâmbio 2015/2016 · literatura · poemas

Carne em pedra

Há homens de mármore ocultos no céu. Eles adotam nosso gesto humano, Recebem o olhar supremo, Como de quem manda nas nuvens, E exerce o seu inteiro respeito. Tais homens respiram No alto impossível que entrecorta o celeste. Não podem marchar pelas ruas, Mas alcançam contornos profundos Que sabem guardar a verdade Da mais promissora… Continuar lendo Carne em pedra