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Curiosidades sobre o Oscar

Amanhã é o Oscar! Então, para entrar no clima da premiação – eu já estou ansiosa há muito tempo! – é interessante saber algumas curiosidades do Oscar que se descobre a partir de revistas, sites.

Meryl Streep foi indicada ao Oscar por Julie & Julia. A atriz já é veterana. Ganhou duas vezes, como atriz coadjuvante e melhor atriz. Recebeu mais 14 indicações, é a verdadeira recordista do Oscar em indicações. Porém, a que ganhou mais prêmios foi Katherine Hepburn, que nunca compareceu para recebê-los, só foi uma vez para prestar uma homenagem ao amigo Lawrence Weingarten.

Há uma história bem curiosa quanto a atriz Julie Andrews. Ela atuou na peça da Broadway, My Fair Lady, como a protagonista Eliza Doolitle. Porém, Julie foi chamada para interpretar, em seguida, Mary Poppins, enquanto a atriz Audrey Hepburn foi convidada, no mesmo ano, para interpretar a protagonista em My Fair Lady. Julie ganhou o Oscar por Mary Poppins e enfrentou Audrey na indicação de Melhor atriz, justamente pela personagem que ambas interpretaram. No ano seguinte, Andrews interpretou Maria que a fez ser eternamente reconhecida por A Noviça Rebelde. Mas não ganhou o Oscar, perdeu para Hepburn pelo filme Charada. Alguns diziam que havia rivalidade entre Audrey e Julie, mas sem dúvida ambas eram excelentes atrizes para serem indicadas ao Oscar.

E agora com o Oscar para ocorrer no domingo, há dez filmes como indicados a categoria de Melhor Filme. Porém, alguns críticos dizem que o único capaz de bater de frente com o sucesso de Avatar – o filme com a maior bilheteria de todos os tempos – é Guerra ao Terror. Avatar foi dirigido por James Cameron e Guerra ao Terror pertence a ex-mulher dele, Kathryn Bigelow. Como será o embate entre eles? James Cameron conquistou popularidade através dos homenzinhos azuis, além de ultrapassar a bilheteria de Titanic, filme que ele mesmo dirigiu. Cameron, quando recebeu o prêmio por Titanic, disse que era o rei do mundo. Guerra ao Terror é um filme mais cult, trata-se de uma realidade, a de soldados em missão no Iraque. Além desses dois filmes, UP-Altas aventuras foi indicado a Melhor Filme, algo que não acontece desde A Bela e a Fera, já que poucos desenhos conseguem emocionar crianças e adultos.

A crítica de Rubens Ewald Filho e outros profissionais valem mais que a minha, porém assistirei ao Oscar o máximo que puder (acaba tarde e dá sono!) e escreverei sobre a premiação!

Para saber mais algumas curiosidades, aqui está o site que me inspirou a escrever esse post: http://www.omelete.com.br/cine/100025523/O_Oscar_e_as_Mulheres.aspx 

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Uma viagem, balões e sonhos

UP – Altas Aventuras, de Pete Docter, Bob Peterson

EUA, 2009

Animação da Disney/Pixar

Quando vimos Wall-E, da Disney/Pixar, esperamos que mais nenhum filme o supere. E então surge UP Altas Aventuras e nos encanta novamente com a magia típica dos filmes da Disney. O filme narra a história de Carl Fredricksen, um velhinho mal-humorado, solitário e viúvo de 78 anos que vive  numa casa que está no meio de uma construção de prédios moderníssimos.

Quando criança, Carl sonhava em ser um explorador, conhecer a América do Sul. Aos poucos os sonhos infantis são deixados de lado diante da vida que ele e a amada começam a ter. Mas, no alto dos seus setenta e poucos anos, Carl decide realizar a famosa exploração que ele tanto sonhara e que a amada idealizava em vida. Resolve partir na casa que vivia, içada por milhares de balões. Mas Carl não esperava pela companhia inicialmente inconveniente: Russel, um menino tagarela, um escoteiro que também sonha em ser um grande explorador.

O filme é inteiramente poético. Mesmo se tratando de um filme supostamente infantil, consegue abordar temas como a morte, a solidão e até mesmo a relação com o passado, de uma forma extremamente sublime.

Presenciamos uma verdadeira transformação do personagem. Primeiramente ranzinza, preso ao passado em que vivia com a esposa que tanto amava. Fora muito feliz com a esposa, mas não conhecera o lugar com que sonhara na infância. O desenho na parede que enfeitava a casa, retratando o Paraíso das Cachoeiras que queriam conhecer na América do Sul, era uma espécie de utopia que ambos tentavam alcançar, mas não conseguiam. Carl é simplesmente o retrato do ser humano que sempre caminha em busca dos sonhos de criança, a inocência e a crença de que tudo é absolutamente possível; mas quando cresce percebe que, para conhecer aquele lugar que o acompanhara durante a infância, é preciso amadurecer e entender que nem tudo é possível.

Porém, quando conhece a América do Sul a bordo de uma casa conduzida por balões e a companhia de Russel, percebemos que Carl busca realmente recuperar o passado, a presença da amada e a suposta simplicidade de ser criança. Isso, claro, nunca voltará. Mas é exatamente disso que é feita a vida, de viver e “morrer”, alienar-se e separar-se. A grande aventura que Carl precisa enfrentar é desvincular-se da ideia de voltar ao tempo; que é necessário escrever uma nova história.

Entre uma cena e outra, é possível emocionar-se com o sonho de Carl e entender que muitas vezes nos enganamos com aquilo que buscamos. Não é necessária uma verdadeira viagem para se ter uma aventura; a própria vida é uma aventura. Mas para compreender isso, Carl precisou passar por muitos apuros na área inóspita que o filme retrata, localizada na América do Sul. E, principalmente, ao conviver com o menino Russel, o velhinho percebe que agora é hora de orientar o novo, cuidar de Russel e dos sonhos do menino, pois ele, Carl, já fora criança um dia e aprendeu a ver a vida como uma aventura.