filosofia · literatura · poemas

Medusa

Sou tomada por vertiginosa sensação Que ecoa perturbadora em meu interior. No metrô vejo o ziguezaguear do vagão, Insignificante, deixo-me levar em torpor.  Dama indefinível, tem prazer com a agitação, Atrai com um manto costurado de gente. Com ela viramos anônimos na multidão,Na dúvida se o encanto é vil e entorpecente.  Sinto então percorrer o vagão hesitante, Como um só corpo, há pés… Continuar lendo Medusa